sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Brilho da Lata

Lembrando que tal maquina em que escrevo ainda escreve sem acento, e que nao e culpa minha... ela que se naturalizou Jamaicana. E por falar em Jamaica, olhem o Bob ali atras. Sim, acertou, como conseguiu descobrir? O grupo que aqui aparece hoje toca reggae. Essa foi bem dificil de descobrir olhando a foto. Ainda mais com o parceiro dos dreads ali sentado. Agora me perguntam: "Por que brilho da lata?". Lhes respondo: "Perguntem pra eles.". O grupo e gaucho sim. Um reggae gaucho. Nao, nao e reggae nativista, nem reggae tche music e muito menos reggae em espanhol. Cantam em portugues, com letras que falam do que costuma falar o reggae: natureza e mais alguma coisa. Fim de mes, por exemplo, nao menciona a fauna, mas menciona a desgraça relacionada ao dinheiro no fim do mes, e isso fica claro em: "E fim de mes, nao tenho grana, ja to trocando ouro por casca de banana, o mes tem 7 dias pra quem sai cedo da cama, a barriga ta vazia e eu nao tenho mais bagana". Sim, me lembrou bastante um outro grupo gaucho que mistura varios tipos de musica: Ultramen. A propria voz do vocalista me lembra bastante a do grande Tonho Crocco, que hoje faz samba solo com misturas. Jah ja deve estar feliz pelo reggae que tem sido feito... se Jah, opa, se ja...

domingo, 18 de outubro de 2009

O ze e tatu (musica pelotense)

Peço perdao pela falta de acento. A maquina resolveu virar inglesa. Agora, coloquem o acento quando lerem (ou nao). Impressionante o que estou ouvindo agora. Ainda mais, sabendo que tal som surgiu aqui por estas bandas de onde escrevo tais prosas. Ha uma relaçao entre a dupla de hoje e o trio que apareceu ha alguns dias por aqui: o musico Tato Ribeiro. Ele e o tatu, enquanto que o ze e o musico barbudo e cabeludo Jose Menna. Um duo. O ze e tatu. A musica no seu formato nu. No seu formato cru. Poesias que apareciam tambem no "Novas bossas novas", uma musica experimental e ate mesmo nativista, com toques de milongas e algo mais. O exemplo que mais pode se expresso na nomeaçao "experimentaçao" e "Iassair", com um fim psicodelico, unindo as vozes dos dois com um som parecido com o de um aviao partindo pro voo. Em "Red Nose" o violao e os versos seguem na mesma sequencia no seu inicio, ate ficarem dispares e com um quase-final vocalizado em dois, regado a sons agudos e uma percussao destemida, (e poe destemida nisso) porem sem soar cansativo. Tudo bem, musica tem acento, mas Pelotas nao...

www.myspace.com/ozetatu

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Glauco e o Trem

"Mas que nome é esse?". "Da onde surgiu essa nomenclatura?". "O bagulho deve ser experimental! Gostei!". "Devem ser daqueles que tocam de tudo um pouco, e chamam as suas músicas de: música.". "Tá, Glauco é o vocalista... ou não?". "Glauco é o vizinho de um dos componentes do grupo.". "Glauco é alguém inventado pelo próprio grupo, como se fosse a personificação da banda.". "Glauco é o pai de um dos rapazes da banda, casado com a Glaucia, mãe dele.". "Glauco vem do grego...". "Glauco vem do latim...". "O nome Glauco, é uma "masculinização" da ex-namorada de um dos componentes do grupo, chamada Glaucia.". "Trem é o nome do bar que todos freqüentavam (viva o trema).". "A palavra Trem, veio no nome do grupo, pois todos os integrantes do mesmo, utilizavam tal meio de transporte para irem ao colégio". "O nome Trem, na verdade é uma abreviação do nome dos outros 4 componentes do grupo: Tarcísio, Rubens, Estefânio e Moisés."

Bom, a crítica sempre tem opiniões magníficas a respeito de uma banda, ou um filme, um livro, ou até mesmo de um pintura. Glauco e o Trem são de Recife e a minha única pergunta é:
- O que esse pessoal do Recife anda escutando? A cena musical de lá tá crescendo de um modo descontroladamente agradável. Glauco faz poesias com as suas letras, e sinfonias com as suas músicas, e alegrias com os seus ouvintes e alegorias com as suas apresentações. Dos manisfestos acima, o que eles mesmos já falaram foi sobre a "classificação" do grupo. Maiores de 14 anos? Não, simplesmente música.

Que esse trem não pare...

domingo, 4 de outubro de 2009

Novas Bossas Novas (música pelotense)

Janete Flores, que faz aniversário amanhã (05/10), foi a responsável por fazer o post de hoje existir. Explico: conheci tal mulher (componente do grupo que compôs algumas das músicas do mesmo), em uma noite em uma casa aqui em Pelotas, chamada de: "A casa do Joquim" (muito bom o local). Eu deveria "falar" isso? Não, mas já "falei", agora já está "dito". A grandiosa Janete, com o seu violão alado, sua voz suave, e suas composições criativas, com letras cotidianas e poéticas, mesmo que "nada rime com nada",(como ela mesma diz), me tocou no sentido mais puro que eu poderia descrever, (isso tá ficando gay). Canções como: Mandamandela, com a parte em que ela canta: "É de vinho doce" (como se estivesse saboreando tal bebida); Nó de Marinheiro, tocada com toda a leveza de sua musicalidade, ou calmamente quase falada como: "o vinil que ele trouxe de
“Hollanda”...
Iolanda lhe partiu de vez....", (essa que pra mim é a melhor letra do grupo), e ainda tem O samba sem pressa, demonstrando toda a sua tranquilidade para com a música. Vocês devem pensar: "Novas Bossas Novas é um projeto solo da Janete?". Não. Isso se deve ao fato de que existem mais dois músicos ao lado dela, e não menos importantes: Fabrício Tavares e Tato Ribeiro. Que se unem em um "trio parada dura" (que clichê delicioso de usar). Acham que eles não compõem? Enganam-se! (ou eu que me enganei). Mas o que eu tenho certeza, pois ouvi, é de que eles cantam algumas canções que Flores não canta, demonstrando uma outra suavidade em suas vozes coradas. Com letras precisamente metafóricas e repletas de plasticidade, os dois deixam Janete, descansar a voz de um modo contente. Em Mover a perna e Ovas nossas bossas isso fica claro.

http://www.myspace.com/novasbossasnovas